No universo de reviews de telefonia móvel, poucos assuntos despertam tanta curiosidade quanto a lista de “meus 5 smartphones favoritos”. A expressão parece simples, mas carrega treze anos de experiências práticas, comparações criteriosas e centenas de horas de uso real.
Neste artigo, reúno as impressões mais marcantes de uma trajetória que começou em 2012, percorreu 37 avaliações publicadas e culminou na seleção de cinco aparelhos que resistiram ao teste do tempo e da memória afetiva. Prepare-se para descobrir por que estes modelos foram tão difíceis de largar e como cada um contribuiu para moldar o mercado de celulares.
Por que apenas cinco aparelhos mereceram destaque?
Desde maio de 2012, quando o HTC Titan II inaugurou minha carreira de avaliador, tive contato com tendências que foram desde câmeras duplas pioneiras até telas dobráveis de última geração. Entre modelos que mal receberam meu chip e outros que praticamente implorei para manter, alguns critérios se repetiram sempre que um dispositivo ganhava lugar especial no bolso:
1. Experiência no dia a dia: fluidez do sistema, ergonomia e praticidade de recursos contam mais do que números brutos de benchmark.
2. Qualidade de construção: acabamento sólido é sinônimo de confiança a longo prazo.
3. Inovação aplicada: novidades que realmente se traduzem em uso real, não apenas em marketing.
4. Consistência de software: atualizações, otimizações e pequenos toques que facilitam tarefas cotidianas.
5. Fator “não quero devolver”: quando o prazo de envio do aparelho termina e ainda assim é difícil voltar para o telefone pessoal, sei que encontrei algo especial.
Com base nesses pontos, chegou a hora de explorar cada integrante da lista definitiva de meus 5 smartphones favoritos.
OnePlus Open (outubro de 2023)
A estreia em aparelhos dobráveis no formato “livro” poderia ter sido problemática: dimensões desconfortáveis, peso acima da média e adaptação de software nem sempre bem-resolvida. O OnePlus Open surpreendeu ao neutralizar todos esses receios.
Antes mesmo de concluir a análise, percebi que levava o dobrável no bolso sem sentir incômodo — mérito de um projeto que resulta «em sensação semelhante à de um smartphone tradicional quando fechado». O acabamento premium e os ajustes de interface que aproveitam a tela expandida transformaram a usabilidade em algo natural. A ausência de carregamento sem fio impediu a nota 9/10, mas não foi suficiente para tirá-lo do pódio.
O impacto foi tão grande que gerou artigo extra, intitulado “Eu estava errado sobre dobráveis estilo livro”, reforçando como design e software afinados tornam a categoria atraente mesmo para quem tinha dúvidas.
LG V30 (outubro de 2017)
Entre 2015 e 2018, a LG abusou da criatividade: módulos removíveis, telas curvas e pequenos visores secundários dividiram opiniões. Com o LG V30, a fabricante decidiu abandonar os experimentos excessivos e apostar em um design polido, desempenho robusto e construção impecável.
O resultado foi o ápice de uma linha que, até então, buscava identidade. Sem acessórios modulares nem truques visuais desnecessários, o V30 combinou aparência limpa, ergonomia refinada e potência suficiente para tarefas exigentes. Foi o meu aparelho principal por um longo período, resistindo à chegada de concorrentes de peso como Galaxy S7 Active, Note 7 e LG G6.
Google Pixel 7 (outubro de 2022)
O sonho de avaliar um Pixel demorou a se concretizar. Depois de anos acompanhando a série apenas como consumidor — já tive Pixel 3 e Pixel 5 —, recebi o Pixel 7 para teste e encontrei maturidade surpreendente.
Ao contrário das gerações iniciais, que traziam um toque de “telefone para entusiastas”, o Pixel 7 entregou polimento digno de topo de linha: design racional, câmeras consagradas e, principalmente, software refinado. O reconhecimento máximo veio quando decidi gastar meu próprio dinheiro para manter o aparelho ao término do empréstimo. Não existe selo mais autêntico de aprovação.
HTC Windows Phone 8X (novembro de 2012)
Para entender o encanto do HTC 8X é preciso voltar a uma era em que o sistema Windows Phone ainda disputava relevância. O design seguia fielmente a identidade visual dos Live Tiles: linhas retas, cantos agudos e cores vibrantes.
Entalhado em policarbonato azul com toque macio, o dispositivo se destaca até hoje pela personalidade única. A simbiose entre hardware e interface resultou numa experiência visual coesa: era como segurar um “tile” gigante nas mãos. Se receber atualizações de hardware modernas, eu o usaria sem hesitar — prova de que o bom design atravessa gerações.
Imagem: Joe Fedewa
HTC 10 (abril de 2016)
Filho de um histórico que inclui meu primeiro smartphone (HTC Droid Eris), o HTC 10 chegou durante a fase “gimmick” do mercado, mas preferiu a sobriedade. Estrutura integral de metal, chanfradura pronunciada na traseira e dimensões controladas conferiam pegada sólida sem exageros.
O sensor biométrico recuado no botão frontal era veloz, e a interface Sense, já livre de gradientes pesados, entregava leveza inédita para a marca. Após receber modelos icônicos — LG G5, Galaxy S7 Edge, Note 7, LG V20, LG G6 —, continuei fiel ao HTC 10 até que o LG V30 finalmente me convenceu a trocá-lo.
Panorama completo: as 37 avaliações em ordem cronológica
Para contextualizar o caminho percorrido até chegar aos meus 5 smartphones favoritos, segue a linha do tempo integral de aparelhos testados entre 2012 e 2025:
HTC Titan II – maio 2012
HTC Windows Phone 8X – setembro 2012
Nokia Lumia 822 – outubro 2012
Samsung ATIV S Neo – outubro 2013
Nokia Lumia 1520 – novembro 2013
Nokia Lumia 521 – abril 2013
Nokia Lumia Icon – fevereiro 2014
HTC One Remix – junho 2014
Kyocera Brigadier – julho 2014
Samsung Galaxy Note 5 – agosto 2015
Samsung Galaxy S6 Edge+ – agosto 2015
LG V10 – outubro 2015
HTC One A9 – outubro 2015
Huawei Mate 8 – novembro 2015
LG G Flex 2 – janeiro 2015
Samsung Galaxy S7 Edge – março 2016
LG G5 – abril 2016
HTC 10 – abril 2016
Samsung Galaxy S7 Active – junho 2016
Samsung Galaxy Note 7 – agosto 2016
LG V20 – setembro 2016
LeEco Le Pro 3 – setembro 2016
LG G6 – março 2017
LG V30 – agosto 2017
LG G7 ThinQ – maio 2018
LG V40 ThinQ – outubro 2018
LG G8X – setembro 2019
LG V60 ThinQ – fevereiro 2020
Google Pixel 7 – outubro 2022
Samsung Galaxy S23+ – fevereiro 2023
Nothing Phone (2) – julho 2023
Samsung Galaxy Z Flip 5 – agosto 2023
OnePlus Nord N30 – junho 2023
OnePlus Open – outubro 2023
OnePlus 12R – janeiro 2024
Google Pixel 9 – setembro 2024
Samsung Galaxy S25 – fevereiro 2025
Motorola Razr 2025 – maio 2025
Samsung Galaxy Z Flip 7 – agosto 2025
Google Pixel 10 – setembro 2025
O que esses cinco modelos ensinam sobre a evolução do mercado?
Ao revisitar cada caso, fica claro que não existe receita única para conquistar o usuário experiente, mas alguns padrões emergem:
Usabilidade acima de especificações: todos os aparelhos escolhidos equilibram potência e simplicidade, tornando a experiência agradável sem sobrecarregar o consumidor com funções dispensáveis.
Design com propósito: seja pela finura do dobrável OnePlus Open ou pela aparência “tile” do HTC 8X, cada produto investiu em forma para potencializar a função.
Software bem lapidado: Pixel 7 e HTC 10 mostram como ajustes de interface e estabilidade contam mais que quantidade de recursos.
Quebra de paradigmas: LG V30 abandonou os excessos da própria marca, enquanto o OnePlus Open redefiniu expectativas sobre dobráveis — inovação é eficaz quando resolve um problema real.
Conclusão: o legado dos meus 5 smartphones favoritos
Listas são inerentemente subjetivas, mas a jornada por trás de meus 5 smartphones favoritos reflete aprendizado contínuo. Cada modelo representa uma virada: amadurecimento de software, consolidação de design ou ousadia de formato. Ao selecionar apenas cinco entre 37 opções, percebo que o valor de um telefone transcende especificações técnicas; envolve empatia com o usuário, atenção a detalhes e, sobretudo, aquela sensação de que o aparelho foi feito para simplificar a vida.
Se você acompanha o mercado de smartphones, vale analisar o que torna um dispositivo inesquecível para além do hype das fichas técnicas. Talvez, como eu, descubra que o verdadeiro diferencial mora na experiência que perdura mesmo anos depois do lançamento.
Com informações de How-To Geek